Prefeitos vaiam Dilma e cobram royalties de petróleo
Durante o pronunciamento, Dilma prometeu retroescavadeiras a municípios, defendeu uma "parceria respeitosa e produtiva com Estados e municípios" e comentou o cenário de crise econômica internacional. Perto do fim, porém, os prefeitos começaram a cobrar uma declaração de Dilma sobre royalties. "Royalties! Royalties!", gritavam, cobrando da presidente esclarecimentos sobre os pedidos para a divisão dos royalties entre os municípios. A partir de então, a presidente começou a demonstrar irritação. "Vocês não vão gostar do que eu vou dizer", respondeu Dilma. "Petróleo vocês não vão gostar. Então eu vou falar uma coisa, não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás. Lutem pela distribuição de hoje para a frente", disse ela, encerrando o discurso abruptamente, enquanto os prefeitos se dividiam entre aplausos e vaias. Dilma já vinha sendo cobrada pelos prefeitos desde o início, com o discurso do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. "Vejo o Congresso há anos debatendo a reforma política, há anos falando de reforma tributária e eu diria que precisamos fazer a bisavô das reformas, que é a reforma da Federação. Enquanto isso não for feito, vivemos um estrangulamento federativo", afirmou Ziulkoski. Dirigindo-se à presidente, acrescentou: "Tenho a certeza que, como dizia o presidente Lula, 'quero chegar ao final do meu mandato e passar uma fita métrica', saber o que evoluiu, o que não evoluiu, o que não melhorou. Tenho certeza que na sequência a senhora também tem esse objetivo. E estamos aqui para ser parceiro, mas para ser parceiro às vezes precisamos dizer alguma coisa". Ziulkoski também cobrou a sanção do Código Florestal, tal como aprovado na Câmara dos Deputados, e questionou a distribuição dos royalties do petróleo: "Não existe município nem estado produtor. O que tem é conflitante. Duzentos quilômetros de extensão, o que aquele Estado fez (para ter o petróleo)? Aquilo é nosso, da União, é de todos, não é produtor coisa nenhuma", disparou. O presidente da CNM questionou como está sendo feita política de construção de creches públicas no País, que estaria sobrecarregando as contas municipais. "Só nós estamos gastando. Um cálculo de um custo de R$ 600 por criança, estamos colocando do orçamento do município R$ 400. Vamos colocar por ano mais de R$ 4 bilhões, como vamos fazer isso?". "O que existe hoje Estado e União é montaria, não parceria", concluiu. Prioridade da Petrobrás é o pré-sal, afirma Graça Foster
A presidente da empresa disse que considera a legítima a necessidade da Argentina, mas destacou que os planos da empresa são outros Depois de receber o pedido da Argentina para que elevasse os investimentos no país, a Petrobrás anunciou nessa quarta-feira, 25, que o pré-sal é a prioridade. A presidente da empresa, Maria das Graças Foster, disse que considera a legítima a necessidade do país vizinho, mas que não não se deve "colocar todos os ovos na mesma cesta". Na última sexta-feira, o ministro do Planejamento e Investimentos Públicos da Argentina, Julio de Vido, pediu à executiva uma elevação dos atuais US$ 500 milhões investidos pela companhia por ano. Em audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, ela afirmou que a Petrobrás tem "muito interesse" nos campos de terra na Argentina, sobretudo em bacias sedimentares, onde há a possibilidade de haver gás natural. Graça reiterou que a companhia "buscará seus direitos" junto às autoridades da Província de Neuquém, que suspenderam no início do mês uma licença de exploração da companhia na região. A Petrobrás alega ter cumprido o programa de exploração dessa licença. Autoridades federais do país vizinho tentam reverter essa decisão. Ela aproveitou para mandar um recado cifrado: "Não rasgaremos contratos, como acontece em outros países. Ou seja, é seguro investir em petróleo e energia no Brasil".
Preço Segundo Graça Foster, o fato de a Petrobrás não repassar as oscilações do preço internacional do petróleo para os combustíveis vendidos no mercado brasileiro não compromete atualmente a capacidade de investimentos da empresa. Entretanto, ela admitiu a possibilidade de repasse caso o custo do petróleo Brent continue em alta. De acordo com ela, a Petrobrás trabalha com um custo atual de US$ 119 por barril, enquanto existem previsões de mercado com o preço em até US$ 130 por barril. Ainda assim, a presidente afirmou que a Petrobrás olha com muita atenção o mercado brasileiro de combustíveis, que a executiva considerou "muito novo" e "delicado". Segundo Graça, a companhia não repassa automaticamente os valores internacionais devido às pressões sobre os preços estarem vindo de instabilidades políticas espalhadas ao redor do globo. Ela citou os casos da Líb
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Irritada, presidente encerra discurso dizendo que distribuição deve ser pensada 'de hoje para frente'












